Fermentação
Quando um
organismo opta pelo processo de fermentação – seja por opção ou pela ausência
de O2 – o processo da quebra da glicose completa a fase de
glicólise, porém não o faz com a etapa do Ciclo de Krebs nem tampouco inicia o
processo da Cadeia Respiratória – ambos dependentes da molécula de O2.
A formação de ATP, isto é, a produção energética, restringe-se então a
glicólise e a célula inicia o processo de fermentação para a reoxidação das
coenzimas. As moléculas de piruvato, que contém grandes quantidades de energia
armazenada, são reduzidas a outros compostos, e essa energia permanece então
aprisionada, sem possibilidade de utilização da mesma pelas células. Estes são,
portanto, processos que não sintetizam ATP, isto é, energeticamente
improdutivos + liberado pelo aldeído.
Fermentação láctica
Conversão
de piruvato a lactato pela ação da enzima lactato desidrogenase
Neste
processo de fermentação o piruvato é reduzido a lactato através
da enzima lactato desidrogenase. Essa redução é
o que permite a reoxidação das moléculas de NADH, sendo o próprio piruvato o
aceptor de elétrons + liberado pelo aldeído.
Este
processo é observado em algumas espécies de bactérias, nas hemácias sanguíneas,
nas fibras musculares de contração rápida e nas fibras musculares em geral,
neste último caso quando a quantidade de oxigênio torna-se insuficiente
(anaerobiose relativa), devido a um trabalho muscular muito intenso. O acúmulo
de ácido láctico oriundo desse processo no músculo é o que causa a dor
característica posterior aos exercícios físicos de grande intensidade. Tal
mecanismo é muito importante, uma vez que permite a continuidade do exercício,
mesmo em ausência relativa de oxigênio + liberado pelo
aldeído.
Fermentação Alcoólica
Fermentação
alcoólica
Em certos
organismos, como as leveduras e alguns tipos de bactérias, a regeneração do NAD+ é
feita por meio da fermentação alcoólica [4]. Nesse
processo, inicialmente, cada molécula de piruvato é convertida a um composto
com dois carbonos (acetaldeído) em uma
reação de descarboxilação através da ação da enzima Piruvato Descarboxilase
(PPP), que gera uma molécula de CO2 e uma molécula de NADH.
Esse acetaldeído serve de aceptor dos elétrons do NADH e reduz-se a álcool
etílico (etanol) a partir da ação da enzima álcool desidrogenase.
Esse tipo
de fermentação ocorre principalmente em bactérias e leveduras, sendo que no
último caso são usadas na produção de bebidas alcoólicas e na panificação. No
primeiro uso, o levedo é responsável por transformar um substrato altamente
açucarado (suco de uva ou suco de cevada) em uma bebida com álcool etílico em sua composição (vinho e cerveja,
respectivamente) através do processo de fermentação no qual o CO2 resultante
é evaporado do líquido, restando apenas o etanol. Por esse mesmo princípio o suco de cana-de-açúcar fermentado e destilado produz
o etanol, usado como combustível ou
na produção de aguardente. No segundo uso mencionado, ao
contrário do relatado anteriormente, o CO2 produzido pela
fermentação fica armazenado no interior da massa, em pequenas câmaras,
promovendo o "crescimento" da massa. Ao assar a massa tanto o CO2 como
o álcool etílico evaporam, porém as paredes das câmaras formadas anteriormente
se enrijecem e mantém a estrutura alveolar.

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